CIDADELA DA PSICOLOGIA

Bolg dos alunos da Escola Secundária da Cidadela

A importância da genética no comportamento humano individual-Ontogénese

Publicado por cidadeladapsicologia em 19/04/2010

 

12ºB, nº02

A biologia tem um papel de relevo na determinação do modo como pensamos, agimos e sentimos.
Os aspectos biológicos directamente relevantes para uma mais profunda compreensão do nosso funcionamento psicológico são: o sistema nervoso, o cérebro e os mecanismos hereditários.
A compreensão do comportamento e dos processos mentais seria impensável se nos faltasse o conhecimento de fenómenos biológicos intimamente relacionados com a nossa vida psicológica.
A Hereditariedade define a natureza de cada ser, ao mesmo tempo que torna possível determinados comportamentos e define os seus limites, tornando impossíveis alguns comportamentos. Deste modo, embora os chimpazés e os gorilas consigam compreender muitas palavras que ouvem e expressar alguns conceitos mediante símbolos não verbais, não conseguem falar porque provavelmente não herdaram ao longo da evolução as áreas da linguagem do córtex cerebral semelhantes às dos seres humanos.
A genética é o estudo do modo como se dá a passagem de características de uma geração para a seguinte. Essas características podem ser físicas ou psicológicas denominando-se a esta transmissão de características hereditariedade.
Para apresentar a minha opinião sobre o assunto vou apresentar uma definição de genótipo e fenótipo. Sendo o genótipo, o conjunto de genes que o indivíduo herda, ou seja o seu património genético e, o fenótipo reflecte o modo como, tendo em conta a influência dos factores ambientais, o potencial genético de um indivíduo se exprime, sendo constituído pelas características específicas e particulares que um indivíduo apresenta.
Assim, sou mais a favor da perspectiva epigenética e não na preformista já que, a perspectiva epigenética defende que a passagem do genótipo ao fenótipo se faz mediante a interacção entre o património genético e as influências ambientais, ao contrário da preformista, que defende que a passagem do genótipo ao fenótipo se faz com escassa e pouco relevante intervenção do meio.                                                                                                                                             Na minha opinião, quando o óvulo é fertilizado já temos um organismo completamente formado geneticamente sendo que, já existe um programa genético completo contendo todas as informações necessárias ao desenvolvimento de um organismo contudo, o desenvolvimento do programa genético ocorre num ambiente ou meio (no útero materno, ou  no meio onde o seu vai viver, por exemplo).

Por tudo isto, a minha posição é oposta à perspectiva preformista já que, acredito que o desenvolvimento de um ser não é a pura e simples transcrição e tradução do código genético . O meio também exerce uma influência muito importante. Discordo em certa parte, quando a perspectiva epigenética diz que somos um conjunto de potencialidades genéticas que se vão actualizando e dando origem ao fenótipo pois, na minha opinião, sabemos que o genótipo, o nosso potencial herdado, é fixado no momento da concepção e mesmo nao ocorrendo interação com o meio já sabemos no caso de doenças hereditarias  é quase impossivel aquela criança nao nascer com determinada doença que pode ser logo expressa fenótipicamente.                                                                                                  Concluindo, o genótipo não se transforma de uma maneira automática no fenótipo pois, este não é a pura e simples actualização do cumprimento de um programa genético assim, o fenótipo depende do genótipo e do meio no qual nós vivemos, isto é, resulta da interacção entre a herança genética e a sequência de meios pela qual podemos passar ao longo do nosso desenvolvimento, não nos podemos é esquecer que existem doenças e caracteristicas que sao herdadas logo no desenvolvimento embrionario e que é impossivel nao serem visualizadas fenótipicamente.

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Uma resposta para “A importância da genética no comportamento humano individual-Ontogénese”

  1. Jyoti Gomes disse

    Bom post e bom tema. Mas será que afirmar que “quando o óvulo é fertilizado já temos um organismo completamente formado geneticamente sendo que, já existe um programa genético completo contendo todas as informações necessárias ao desenvolvimento de um organismo” não aproxima, perigosamente, a sua posição da perspectiva preformista?

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